sábado, 19 de abril de 2008

Emigar implica também sacrificar


Pois bem, hoje é um dia triste. Emigrar implica também sacríficios. No meu caso, não pude evitar a venda do meu UMM. O carro da minha vida, o carro dos meus sonhos!
Após reflexão preferi sacrificar o meu UMM a deixá-lo morrer numa garagem parado, decisão que me tem custado apesar de cair na realidade e saber que é apenas um carro!
Com 10 anos plastificava os livros da escola com este modelo e sempre fui diferente porque ninguém o achava bonito, é certo que poderá não o ser mas é uma máquina para a qual não tenho e fico sem palavras. Nunca pensei ser o dono de um, o meu primeiro carro e comprado com o meu próprio trabalho.
Ficam boas recordações, o próximo dono pareceu-me apaixonado pelo espírito UMM. Não quis vender ao primeiro interessado. É algo que não se explica mas que nos deixa tão felizes!
Sentirei a tua falta mas recordarei com um sorriso todos os momentos que passamos juntos.
Não posso olhar para trás para não ficar preso no presente e sacrificar o futuro.
Até sempre meu puro e lusitano Alter! E quem sabe se não será até um dia...

8 comentários:

Fui disse...

Grandes jipes, ainda me lembro de ser miudo e andar na "mala" de um deles - no tempo em que isto de cintos de seguranca e airbags era uma esquisitice ;-)

Deixa la, agora uns aninhos na Suica e compras um Nissan Patrol... ;-)

Abraco,
"Fomos"

Contacto disse...

Obrigado pelo apoio Fomos!

Acho que prefiro aguardar pelo primeiro "Hummer Hibrído"! :)

Abraços

Sonhos Milka

tatoia disse...

Eu e o meu namorado tivemos que viver os nossos carros para termos um bom pé de meia no nosso começo de vida em Dublin. O meu carro era um peugeot 106 e apesar de não ser um grande carro, é daqueles que nunca me deixou ficar mal e com o qual já passei muita, mas muita coisa mesmo.

Mas o carro do meu namorado era um jipe que ele tinha acabado de comprar há uns 4 ou 5 mesitos e com o qual tinha sonhado toda a sua vida. Vende-lo custou-lhe muito, até porque tinhamos começado a ganhar gosto a aventuras todo o terreno!! :)

Mas tinha que ser... não podiamos vir para Dublin com uma corda ao pescoço... sem saber se o dinheiro chegáva...

Acabámos por não precisar de quase nada desse dinheiro. Bastou-nos os nossos ordenados de Portugal, o dinheiro da venda do Peugeot e mais uns 2000 euros...

E aquele jipe deixou saudades em ambos.. nunca nos esqueceremos da nossa ultima passagem ano 2007/2008, por montanhas ingremes de Álvados, no nosso Portugal mais afastado de tudo, com o aquele jipe.

O que nos consola é que fizemos a escolha de vir viver para Dublin precisamente para um dia voltarmos a ter um jipe e todos os outros sonhos realizados, que se ainda estivessemos em Portugal, seria impossivel até mesmo vivermos juntos ...

Beijinhos!!

Contacto disse...

Vendi-o também pelo mesmo motivo.

Um dos erros maiores que penso que ainda se comete é ir viver noutro país sem ter um pé de meia, pelo menos para os primeiros meses de maior gasto em rendas, adaptação e em que o trabalho não é certo, ou ter créditos pendentes em Portugal, o que muitas vezes faz com que se aceitem trabalhos que nos agradam menos pela obrigação de pagar as contas.

Nós também passamos bons momentos no UMM, mesmo uma vez que teve avaria mecânica e fiquei a pé sempre nos rimos das situações :)

É curioso porque o carro da minha namorada na Suiça é um 106 e acho-o ideal para ir para o trabalho e dar uns bons passeios. Caso seja necessário ter dois carros o próximo poderá ser outro... 106 :)

Fico contente em saber que fizeram uma boa escolha, que tiveram uma boa decisão.

Há sacrificios bem maiores do que abdicar de um carro. Prefiro fazê-lo e continuar a evolução da vida e do nosso destino. Prefiro abdicar de uma máquina do que de um ser humano que amamos.

Obrigado Tatoia pelo testemunho. Beijos

Sonhos Milka

W123 disse...

SonhosMilka,

O que na realidade parece estar em causa é aquilo que nos une a um determinado carro.
Já viste que gosto de clássicos, em especial de Mercede Benz mas a verdade é que nunca,mas nunca, venderei o meu W123.
Felizmente tenho amigos que partilham o mesmo gosto de Mercedes Benz e esses amigos tomarão conta dele e não ficará a apodrecer numa garagem.
já vivi tanto com ele...dos 381.000Km que neste momento ele tem, 200.000 foram feitos por mim!
Já me salvou a vida uma vez, isso era razão para não o vender, mas as recordações(boas) que tenho dele, das aventuras e desventuras que passámos juntos, ai meu Deus!
Por isso, vai ficar na familia, pois além do mais ele...faz parte da família!

Sonhos Milka disse...

São decisões pessoais, o dinheiro fazia falta para agora e as recordações ficam para sempre ;)

Abraços

Sonhos Milka

tatoia disse...

:) Foi bom ler o teu testemunho tb. Tens toda a razão, há prioridades e quando é para nos sentirmos mais seguros vendem-se as coisas materiais, pois claro, unicas que podes vender na vida.

As outras, viajam dentro de ti. Esperamos que o jipe (chamamos-lhe o JE) esteja bem e com um bom dono. Mas o que é importante mesmo, é arranjar estabilidade económica para aquilo que importa mais... o emprego que nos realize e nao algo do desenrasca pq estamos apertados (como tao bem referes), a casa que nos aquece o coração sempre que chegamos do trabalho (lá será dia 1 de agosto) e um dia um animal de estimação (cão, de preferencia), um filho ou dois... ;)

Beijinhos!

Sonhos Milka disse...

Obrigado pelo comentário ;)