quinta-feira, 27 de novembro de 2008

Espaço Shengen

Aproveitando o meu tópico da Alfândega li hoje que a partir do dia 12 de Dezembro não haverão controlos de fronteira na Suíça e a partir de 29 de Março nos aeroportos.

Decisão votada por referendo em 2005. Os suíços lá saberão o que fazem mas espero que sinceramente aumente a fiscalização de emigrantes no negro e que se imponha limites na atribuição de passaportes a refugiados.

Tenho visto alguns albaneses, romenos e outras nacionalidades de Leste a mendigar nas ruas completamente desintegrados nesta sociedade o que era perfeitamente impensável há alguns anos atrás antes das guerras nos Balcãs.

É certo e todos sabemos que a Suíça não seria o país que é sem a mão de obra estrangeira e mesmo os suiços sabem dar valor a este aspecto mas necessita apenas dos que trabalham e não dos que abusam da segurança social.

Vejo igualmente da América Latina, principalmente brasileiras que escrevem à descarada em fórums e anúncios na internet que querem casar com suiço apenas para obter os papéis!

Este cartaz do partido SVP publicado no ano de 2007 foi extremamente criticado por conotações de racismo e xenofobia ao defender a deportação de indivíduos e famílias inteiras estrangeiras que cometam crimes.


São necessários pelo menos 12 anos a viver legalmente, pagar impostos e não ter registo criminal para se obter a cidadania suiça. Além destes, é necessário falar fluentemente o idioma do cantão, estar empregado e integrado com o povo suiço.

Igualmente nascer na Suiça não dá direito à nacionalidade. Apenas se um dos pais for suiço.

Mas não deveriam de todos os países ser assim?

Mesmo sendo cidadão num mundo globalizado, tenho de respeitar e de me integrar no seu país. Eu bem vejo alguns a escarrar (desculpem a expressão) para o chão na rua, de camisa aberta a falar ao telemóvel e a ouvir música aos berros do Alá Alé Alí...

Temos um casal de vizinhos albanês. No primeiro dia em que cheguei cumprimentei a esposa com um "Bonjour" por educação ao que a minha namorada disse: "não digas nada que o marido é muito ciumento, bate-lhe e ainda se zanga contigo!" Simplesmente sorri, por dentro até pensei que gostava de ver isso. Mas o mais inacreditável é saber que nós temos um apartamento de peça e meia e este casal um apartamento de 3 peças pago pela Segurança Social suiça! Isto porque a esposa fez queixa na Polícia local que ele lhe batia, a Segurança Social protegeu-a juntamente com os filhos e o marido continua a viver às escondidas lá por casa. Nada que uma denúncia não possa desmascarar...

Igualmente vi ontem na televisão local que os polícias em Lausanne em caso de violência doméstica tem já autorização para expulsão imediata do conjûge.

Temos como exemplo a França, onde tenho família que emigrou na década de 70. Por essa altura, os portugueses viviam nos subúrbios pobres das grandes cidades mas com trabalho e oportunidades muitos fizeram a fortuna que pretendiam para regressar a Portugal. Os meus primos dizem que esta nova geração de emigrantes de países muçulmanos e do leste usam e abusam da segurança social. Como nasceram em França, são considerados pela lei franceses, sendo praticamente intocáveis. Estão desempregados, recebem um valor que o Estado atribui como incentivo para procurar trabalho e fazem justamente o contrário. "Vivem" desse dinheiro e nada fazem na vida! O mesmo acontece na Bélgica, na Alemanha, na Holanda e um pouco por toda a Europa.

Numa recente viagem à Suécia, saía do metro na estação central de Estocolmo quando me deparo com uma manifestação a favor de direitos de trabalho. Um agrupamento talvez de 100 pessoas entre os quais alguns suecos a empunhar cartazes de apoio em cima de mesas e gritavam ao megafone. Reinvindicam melhores condições para os trabalhadores não qualificados estrangeiros, para receberem o mesmo valor que os suecos fazendo horas extras. Até aí nada a dizer. Mas eis que reparo em alguns indivíduos a rondarem a minha mochila. Dando-me conta do sucedido, como tira-teimas e para não conspirar ou acusar ninguém comecei a dar rondar o meu companheiro de viagem dando voltas em círculo, ao que o meu colega responde: "já reparaste que andam de olho na tua mochila?!" Disse-lhe que sim, que agora tinha a certeza.

Partimos mas com aquela sensação de tristeza profunda. Nem mesmo numa manifestação a favor dos seus direitos de trabalho e com apoio de suecos estes animais se coibiram de aliciar objectos alheios.

Sou neto de emigrantes portugueses que na década de 50 emigraram para a Venezuela e neste país integraram-se na sua cultura, nos seus hábitos e costumes, sem perder o contacto com a do seu país através de associações e clubes recreativos.

Foram para trabalhar e não para se sentarem numa esquina com um cartaz a dizer que a culpa é da sociedade que não os integra. Trabalharam, abriram um negócio próprio, pagaram os seus impostos e seguiram em frente. Os portugueses podem até ter muitos defeitos mas eram na sua grande maioria trabalhadores. Os que começo a ver por aqui nem humildes nem trabalhadores.

São parasitas da sociedade actual.

3 comentários:

Hugo Bragada disse...

É o pão nosso de cada dia, em Portugal e um pouco por todo o mundo. Como já te tinha dito, conheço gente que tem filhos simplesmente porque quanto maior for o número de filhos, maior é a casa a que tem direito e mais o estado dá para ajudar. Depois é vê-los todos porcos na rua, com a mãe aos berros e o pai a dizer mais algumas bacoradas.

Além de parasitas, eu tenho mais alguns nomes para eles, mas como disse o Sérgio, é conteúdo para outros Blogues.

Boa postada Pablito.

Nuno Barreto disse...

Concordo no geral com o que dizes, mas acho que a abertura de fronteiras não vai mudar nada. Como tu bem disseste, eles já cá estão.

Quanto ao caso dos teus vizinhos, eu fazia queixa à segurança social. É a passividade dos outros que permite que esse tipo de situações continue.

chocolatsuisse disse...

Está tudo dito! Essa abertura de fronteira é óptima para ir fazer compras a França, lol.
Quanto ao resto, tb não compreendo alguns povos que por aqui andam, e não só aqui, em França ainda existe uma polémica mt grande por causa das muçulmanas não puderem ser examinadas por um médico(homem), é fanatismo a mais, mas se é por vontade deles que se deixem morrer então, agora ir para um país e querer que o mesmo se adapte a eles,em vez de se adaptarem à cultura e sociedade do país de acolhimento, tenham paciência! O pior é que com isto provocam o racismo e ainda passam a ser vitimas, uns coitadinhos.
A Suíça faz mt bem em não dar nacionalidade e em ter tantas regras, mesmo assim às vezes parecem não ser suficientes, quanto aos outros países há um facilitismo muito grande.